Bárbara Libório - Jornalista Trabalhando com Dados

Bárbara é Project Manager e Professora, especializada em jornalismo investigativo baseado em dados, hoje ela nos conta um pouco da sua trajetória e como jornalistas podem trabalhar com ciência de dados.



Olá mundo! Você pode se introduzir para nós?

Sou a Bárbara Libório, tenho 28 anos, sou jornalista especializada em dados e hoje trabalho como gerente de projetos na AzMina, coordenadora do MBA em Jornalismo de Dados do IDP, e consultora de projetos que unem tecnologia e comunicação.


Por que você decidiu estudar Jornalismo?


Escolhi jornalismo porque sempre fui muito curiosa sobre tudo. Me incomodava muito escutar um debate sobre um tema do qual eu não entendia nada, tinha muita vontade em me aprofundar em tudo. Sempre amei ler e escrever, então foi uma escolha quase que natural.


A escolha por dados e tecnologia aconteceu por isso também. Eu cobria economia, trabalhava com dados e sabia que deveria existir um jeito mais eficiente de mexer com eles. Era uma demanda para a qual ainda não havia muita oferta no Brasil, então achei que seria interessante para minha carreira aprender mais sobre isso também.


Como você aprendeu ciência de dados e como foi esse processo?


Fiz um mestrado em jornalismo de dados, investigação e visualização na Espanha, um curso da Universidad Rey Juan Carlos e da Unidad Editorial.


Também fiz cursos livres de SQL, Python, programação para jornalistas, etc.



Como é o mercado de dados em jornalismo?


Há uma demanda por profissionais que usem a tecnologia no jornalismo, seja para trabalhar em narrativas orientadas por dados, com reportagens, seja para automatizar tarefas da rotina jornalística. Há editorias de dados em grandes redações, mas esses profissionais também se espalham por outras editorias, por veículos de checagem, etc.

Qual a importância de dados e tecnologia no Jornalismo?

Dados são importantes porque deixam as matérias mais credíveis e também mais didáticas. Pra mim é muito importante que, com dados, os leitores possam fazer suas análises e chegarem às suas conclusões.


É diferente de quanto o jornalismo apenas dá ao leitor o conteúdo pronto com aquilo que ele acha que é importante que o leitor saiba.


Além disso, tecnologia ajuda muito na automação de tarefas do dia a dia que tomam nosso tempo, deixando mais tempo livre pra apuração e pra aquilo que é o cerne do trabalho jornalístico mesmo.

Para as pessoas da mesma formação acadêmica que a sua e que estão pensando em aprender sobre dados e visualização, quais dicas você dá a elas?

Criem projetos em que você possa utilizar e treinar essas habilidades. Quando temos algo específico para fazer, para criar, é mais fácil se manter interessado e aprender coisas que são menos usuais no nosso dia a dia, como programação ou visualização. Pensem em robôs que seriam úteis, em bases de dados que podem ter insights interessantes, ou que precisam ser abertas. Projetos também são sempre boas portas de entrada no mercado.


No dia a dia, qual a diferença de um jornalista de dados e outros?


Não acho que seja muito diferente. A diferença é que enquanto alguns jornalistas têm nas fontes humanas as principais fontes de suas reportagens e projetos, jornalistas de dados têm também os dados como fonte. A gente acaba tendo também um pensamento mais computacional, que é bastante útil pra organização.


Quais são seus planos para o futuro em relação a sua carreira profissional?


Quero seguir me especializando na gestão ágil de projetos jornalísticos, terminar meu mestrado em Mídias Criativas, e seguir investindo em aulas e cursos sobre jornalismo de dados e gerenciamento de projetos. Também tenho bastante vontade de empreender.


 

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