Cientista Social trabalhando com Marketing e Dados no Facebook

Nathan Giachetta é Marketing Science Partner no Facebook e hoje ele nos conta como sua trajetória nas Ciências Sociais USP o levou para tecnologia e dados.



Olá mundo! Você pode se introduzir para nós?


Eu sou o Nathan, tenho 25 anos e sou de São Paulo, SP. Me apresentando primeiro pelos meus hobbies, eu amo música (tanto escutar quanto tocar) e coleciono discos de vinil desde a adolescência.


Também sou formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo e atualmente trabalho no Facebook como Marketing Science Partner.

O que é Ciências Sociais e por que você decidiu estudar?


Definir as Ciências Sociais é sempre um desafio, mas diria, de forma bem resumida, que é um conjunto de disciplinas que nos permite entender e analisar o funcionamento da sociedade.

Minha decisão de fazer Ciências Sociais veio porque eu tinha muito interesse em entender mais sobre Ciência Política e queria ser professor universitário (o que talvez explique minha paixão por ensinar). Porém, na vida nada é linear e apesar de ter iniciado a minha carreira com uma Iniciação Científica na Ciência Política, acabei me apaixonando muito mais pelos métodos aplicados na disciplina, que consequentemente me levaram para programação e dados.


Essa mudança de perspectiva foi muito importante para que eu percebesse que a atuação de um(a) Cientista Social conseguia ir muito além da pesquisa acadêmica ou sala de aula. E quando percebi isso, eu decidi me jogar na área de dados, onde vi que o conhecimento da minha formação combinado com outras habilidades, por exemplo, estatística e programação, poderiam trazer um valor muito grande para o meu trabalho.


Como você aprendeu Ciência de Dados?


Eu comecei a aprender e me interessar mais pela área de dados quando fiz a minha primeira iniciação científica no Núcleo de Estudos Comparados e Internacionais (NECI-USP). Durante este período eu estava envolto de pesquisadoras e pesquisadores fantásticos que estavam utilizando algumas ferramentas antes novas para mim, como a linguagem de programação R, para fazerem suas pesquisas.


Então, comecei a procurar mais sobre programação até que uma amiga que fez estatística no IME-USP me falou dos cursos de verão do instituto. Quando eu fiz estes cursos me apaixonei e decidi que queria cursas todas as minhas disciplinas livres lá. E foi o que eu fiz... cursei cálculo 1, cálculo 2, geometria analítica e algumas outras matérias de ouvinte.


Estas matérias foram muito importantes para que eu pudesse entender como as Ciências Sociais poderiam aplicar matemática e estatística como base da formação de conhecimento.

Outro fator que foi importante para aprender mais sobre a área de dados foi o ato de dar aulas. Quando estava me sentindo confortável para programar, fui convidado por um pós doutorando para ser monitor em um curso de programação que ele ia dar fora de São Paulo. Esta experiência foi fundamental para que eu entendesse que os meus conhecimentos poderiam ajudar outras pessoas das áreas de humanidades.


E a partir disso comecei a dar aulas de programação na USP com outros amigos e amigas interessados no tema. Com isso fundamos a Programação para Humanidades (P4H) que me ensinou muito do que eu sei hoje, principalmente como explicar conteúdos complexos de uma forma acessível.

Como foi o processo de conseguir o seu primeiro emprego em tecnologia?


Eu frequentei algumas aulas no IME-USP e isso foi muito importante para que eu conhecesse mais pessoas e consequentemente diferentes oportunidades de trabalho. Porém, eu destaco que a minha entrada no mercado de tecnologia foi via processos normais de inscrição.


Eu me inscrevi para ser estagiário no time de Consumer Research do Facebook e o processo foi acontecendo até que recebi uma das melhores notícias até hoje. Foi no Facebook que eu tive a oportunidade de aplicar os conhecimentos da minha formação com as habilidades de programação e dados que eu adquiri ao longo do tempo. E também, foi no Facebook que eu conheci a área que atuo hoje.

Quais decisões você acredita que são importantes tomar para alguém que está pensando em fazer a transição de carreira vindo das humanidades?


Pode parecer clichê o que eu vou dizer, mas não existe escola ou curso ideal para quem quer mudar de carreira, existe sim as atitudes que você toma a partir do conhecimento que você está construindo.


Quando eu comecei a programar, comecei a publicar meus códigos no github e isso acabou se tornando um portfólio para as oportunidades que eu buscava. Foi uma forma de colocar em prática o meu conhecimento.

Além disso, caso você queria aprender algum tema que não tem no seu curso, mas tem na sua faculdade, converse com o professor(a) e peça para ficar de ouvinte. E acho que uma última decisão importante para se tomar é ajudar as pessoas que estão buscando transições de carreira iguais as suas, porque dessa forma vocês compartilham experiências e podem alcançar seus objetivos mais rápido.

Como é seu dia a dia no trabalho?


Atualmente eu trabalho como Marketing Science Partner no Facebook e ajudo anunciantes a transformarem suas práticas de marketing baseados em dados e ciência. É uma experiência muito surpreendente pois tenho a oportunidade de conhecer diferentes tipos de negócios e ajudá-los a crescer dentro da plataforma utilizando os conhecimentos que aprendi ao longo da minha formação.

Quais são seus planos para o futuro em relação a sua carreira profissional e acadêmica?


Meus planos estão pautados em continuar me desenvolvendo profissionalmente, sempre aberto a aprender tópicos novos. E apesar de já ter me formado, sempre acompanho o que acontece no meio acadêmico, pois o conhecimento que é desenvolvido nestes espaços podem servir de muita inspiração.

 

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