De Bióloga para Desenvolvedora de Software

Conheça a história da Claudia Saito, que decidiu fazer a transição de carreira para ampliar o impacto positivo na vida das pessoas!


Olá mundo! Você pode se introduzir para nós?

Olá! Meu nome é Claudia, tenho 31 anos, sou de São Paulo e sou bióloga de formação.


Antes de migrar para a área de T.I. trabalhei como educadora em algumas instituições, participei de projetos de difusão científica e ensino de ciências, e sempre estive envolvida em projetos de inclusão social.


Eu amo fotografia, assistir filmes e séries, viajar, visitar museus e exposições, escrever e cuidar das minhas plantinhas 😊.


Por que você decidiu estudar Biologia e Pedagogia? Posteriormente, o que te fez querer mudar de carreira e por que escolheu tecnologia?


Desde pequena, sempre gostei da natureza e tinha na cabeça que queria trabalhar com algo que ajudasse o mundo a ser um lugar melhor para todos.


Acho que o fato de minha mãe ser professora também me influenciou a escolher o caminho da Educação, pois sempre a enxerguei com admiração.


Em determinado ponto da minha carreira, escolhi migrar para a área de T.I. porque vi ali uma grande oportunidade de trabalhar com algo que iria potencializar o impacto social positivo que eu tanto buscava. Além de ser uma área em constante crescimento e que me oferece uma infinidade de possibilidades também.

Como você descobriu que era possível fazer a transição de carreira e como foi esse processo?


Foi quando eu estava preparando uma aula sobre profissões do futuro, na ONG em que trabalhava, que me deparei com esse vasto campo da tecnologia.


Fazendo várias pesquisas, descobri a Laboratória, uma organização social latino-americana que visa a inserção de mais mulheres no mercado de T.I. Li sobre o bootcamp que a Laboratória oferece e me inscrevi.


Na época eu nunca tinha visto uma linha de código na vida, e foi no próprio processo de seleção que comecei a ter contato com esse mundo. Fui uma das selecionadas e me formei pela 3ª geração em 2020.

Como foi o processo de conseguir o seu primeiro emprego em tecnologia?

Ao final do bootcamp da Laboratória, nós participamos de um hackaton com algumas empresas parceiras que trouxeram desafios para resolvermos.


Após o hackaton, essas empresas nos convidaram para entrevistas e muitas formandas já foram contratadas nesse processo.


A Avanade era uma dessas empresas e com muita alegria fui uma das contratadas. A Laboratória fez uma ponte muito importante para conseguirmos essas oportunidades.

Quais decisões você acredita que são importantes tomar, para alguém que está pensando em fazer a transição de carreira?


Fazer um planejamento e o apoio da família e amigos foram muito importantes nesse processo de transição de carreira para mim.


Eu pude me dedicar durante 6 meses somente ao bootcamp porque tinha uma reserva de dinheiro.


Mas é importante que as pessoas saibam que existem outros cursos e bootcamps que oferecem outros modelos e formatos, e que também existe a possibilidade de conciliar os estudos com o trabalho.


Pesquisei bastante as possibilidades e me apliquei a outros bootcamps também, e usei todas essas informações para avaliar qual seria a melhor escolha para mim.

Para as pessoas da mesma formação acadêmica que a sua e que estão pensando em fazer a transição de carreira, quais dicas você dá a elas?


Acho que a formação em outra área não é nenhum impeditivo para ingressar em T.I., inclusive é muito importante ter pessoas com diferentes backgrounds para diversificar as ideias e a solução de problemas.


Eu vejo que muitos processos no desenvolvimento de sistemas se assemelham ao processo investigativo nas ciências e o ponto central, independente da formação ou experiência anterior, é você ter curiosidade, querer testar ideias e solucionar problemas.


Se você tem essas características ou tem interesse em desenvolvê-las, já é um grande passo para que essa transição seja mais tranquila.

Como é seu dia a dia no trabalho?

Meu dia a dia de trabalho é bastante dinâmico, colaborativo e desafiador. Por isso, é essencial o trabalho em equipe, uma boa comunicação, adaptabilidade, empatia, os famosos “soft-skills”.


Essas habilidades também eram bastante importantes na minha carreira anterior, mas acho que a principal diferença é a velocidade com que aprendemos a desenvolver tanto as habilidades técnicas (hard-skills) quanto habilidades socioemocionais (soft-skills).


A área de tecnologia cresce e evolui muito rápido e tenho a impressão de que acompanhamos essa velocidade de crescimento acelerado e acabamos evoluindo como profissionais e como pessoas numa velocidade alta também.


Um outro aspecto que gosto muito é que o senso de comunidade na tecnologia é muito forte, há muita troca de conhecimento, muita colaboração e compartilhamento de experiências; coisa que muitas vezes é difícil de ver em outras profissões.

Quais são seus planos para o futuro em relação a sua carreira profissional?


Quero me especializar em UX (User Experience), que considero um campo importantíssimo para o desenvolvimento de produtos e soluções digitais centrados nas pessoas que irão utilizá-lo. E essa área reune conhecimentos de muitas áreas que gosto e tenho afinidade como psicologia, neurociência, design, ciências sociais e tecnologia, claro 😊.

 

Gostou da entrevista e quer falar com a Claudia? Chama ela no linkedin!

 

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