De Medicina Veterinária para Desenvolvedora de Software em menos de 1 ano

Rafaela é desenvolvedora de software na IDB360º. Durante a pandemia, seu emprego e sua faculdade foi interrompida, então ela decidiu mudar de carreira para tecnologia. Nessa entrevista ela nos conta um pouco mais sobre sua trajetória.


Olá mundo! Você pode se introduzir para nós?

Me chamo Rafaela Curti, tenho 20 anos e sou de Jundiaí - SP, mas nasci em Campinas, interior de São Paulo.


Estou cursando Engenharia de Software e hoje sou Desenvolvedora .Net!


Meu hobby, além de fazer muitos cursos, é estar no meio da família ou ficar em locais onde tenho contato com a natureza. Hoje dedico muito do meu tempo, tanto para aprender mais sobre a linguagem que eu programo, quanto ler um pouco sobre outras (só para entender o que é cada uma, nada de estudos mais aprofundados).



Por que você decidiu estudar Medicina Veterinária? O que te fez querer mudar de carreira, e por que escolheu tecnologia?


Enquanto eu crescia tendo muito contato com animais, também gostava de "criar" sites pela Wix. Mas decidi ser veterinária lá no meu Ensino Médio, até comecei a faculdade e, por ser uma faculdade com preço elevado, eu consegui uma bolsa enquanto trabalhava na instituição de ensino.


Chegou o covid-19 e me fez perder o emprego, a faculdade e esse sonho. Então, desnorteada, fiquei uns meses pensando no que estudar.

Enquanto isso, a pedido do meu namorado, estudei um pouco sobre HTML, CSS e JS, só para matar uma curiosidade antiga minha. Ali eu me senti acolhida e, curiosa para aprender mais o que acontecia depois do submit. Daí, pesquisando muito, achei curioso a linguagem de C# com seu Framework .NET e cada vez mais fui me encontrando.


Nisso decidi fazer o curso de Engenharia de Software, afinal queria muito ser responsável por toda a parte de software da empresa. Hoje me sinto realizada, pois faço um curso de grande aporte, que aborda várias questões e me sinto ainda mais satisfeita por poder, um dia, sonhar em ser Engenheira da minha empresa.

Como você aprendeu a programar e como foi esse processo?

Minha trajetória profissional, no começo, foi bem bizarra. Comecei com o curso do Prof Guanabara (do curso em vídeo) de HTML, CSS e JavaScript básico-intermediário. Por mais que o curso seja de, aproximadamente, 2013, foi muito aprofundado e me ajudou muito a curtir desenvolver. Comecei com o VSCode, mas atualmente trabalho com o Visual Studio.


Minha transição de carreira foi muito rápida, em cerca de 9 meses (do meu começo até aqui) eu consegui um emprego em 8 meses, o que me ajudou muito a desenvolver-me na prática.

Apesar de saber que em muitas universidades o curso não da tempo de trabalhar, recomendo fortemente que cada um ache um tempinho tanto para fazer cursos quanto para fazer aplicações na prática.


Atualmente utilizo três plataformas de estudos, a primeira a ser assinada foi a DevMedia que me possibilitou estudar muito sobre o .Net e tem cursos de vários outros Frameworks e Linguagens, como Python, Ruby, JavaScript, etc. Acho que a plataforma está cerca de 45 reais a assinatura mensal.


Depois, para ser fera na minha linguagem, assinei o Desenvolvedor.IO (ótima aquisição para quem quer se aprofundar em .Net ou .Net Core). Nele é voltado mais para os Frameworks .Net em geral, mas também tem um pouco de DevOps, Angular e API. Esta cerca de 100 reais a assinatura. É um pouco mais cara pois contém o Eduardo Pires, um Diretor Regional da Microsoft.


Por último, uma das que mais gostei pela diversidade, tanto de linguagens, quanto de conteúdos (contém até a parte de marketing)! A plataforma se chama Alura, e ela está em torno de 70 reais a assinatura.


Meu processo também conteve algumas pessoas que me ajudaram muito, a primeira e mais importante foi meu namorado e amigo, Andrew Marques. Ele que me incentivou, me ajudou a escolher os cursos e investiu tempo em mim.


Depois, foi meu líder e Diretor da IDB, Matheus. Ele foi quem me ensinou na prática o .NET e me deu a oportunidade de ouro de ser Desenvolvedora da IDB. E depois, ao Eduardo, Nathan, Pedro e até a Gabriela que me ajudam. Tirando o Eduardo, eles hoje fazem parte da minha equipe e, em todas as dúvidas, nos juntamos para aprender e tirá-las.



Como foi o processo de conseguir o seu primeiro emprego em tecnologia?


Através da plataforma Revelo, que é gratuita inclusive (olha a dica aí), fiz meu currículo e deixei lá. Na Revelo, você coloca seu currículo lá e a empresa que vai atrás de você, o que ajuda muito a ser mais assertivo o resultado. O tempo desse processo foi cerca de 2 meses.



Quais decisões você acredita que são importantes tomar, para alguém que está pensando em fazer a transição de carreira?

Quando você pensa em migrar de área, além de ser conveniente você ter um dinheirinho reserva, seria interessante você ter certeza se quer migrar da área que você atua hoje para a outra.


Eu não tive muita opção, mas penso que se tivesse, eu realmente refletiria sobre o dia a dia da vida do pessoal de tecnologia, se aquilo era realmente o que eu queria fazer e se aquilo condiz com minha situação hoje. Outra dica é para quem está empregado, se você está empregado mas quer mudar da área que está, estude para fazer parte dos processos seletivos das empresas de tecnologia.


Não saia do seu serviço enquanto não tiver com uma proposta mais concreta, pois não adianta nada você sair com uma mão na frente e outra atrás e se frustrar. Áreas de tecnologia requerem um pouco mais de estudos e está tudo bem se der errado no começo, só assim vamos aprendendo e melhorando.


Acredito que seja divertido também você estar mais assertivo do rumo que quer tomar, por exemplo, eu quero mexer com muitos dados ou eu quero mexer com a parte de Infra, ou ainda mais eu quero programar realmente. Você tem que ser bem objetivo quanto a isso, pois isso ajudará você a se desenvolver para tal.

Quais decisões você acredita que são importantes tomar, para alguém que está pensando em fazer a transição de carreira?


Meu trabalho no dia a dia é o seguinte: horário flexível, uma equipe que parece uma família e muita, mas muita coisa mesmo!


São muitas demandas, com clientes diferentes, problemas diferentes e isso aguça ainda mais a questão da criatividade, pois um desenvolvedor de cara precisa ser criativo.


Acredito que a parte mais interessante disso tudo é o desafio, a cada card que me mandam ou para customização, ou para correção ou para criação, é uma proposta totalmente diferente do que já fiz e isso me faz ter uma lógica muito aguçada, pois existem problemas que tem N formas de se resolverem. Então é um trabalho que tem um certo desgaste mental no final do dia, mas um trabalho muito grato.

Quais são seus planos para o futuro em relação a sua carreira profissional?

Eu penso em me formar no curso que faço, fazer MBA de Arquitetura de Software ou coisas relacionadas a isso e, quem sabe, mudar de linguagem? Afinal também posso ser bilíngue na programação (risos).

Qual seu salário atual e qual seu salário anterior a transição de carreira?


Quando comecei minha carreira como estagiária de desenvolvimento de software, comecei ganhando R$1500 na carreira (salário bruto). Quando passei para Trainee, o salário foi para 1800 reais brutos. Um Júnior hoje ganha por volta de 2,5 K e varia até uns 4,5K.

Você possui alguma mensagem final que não mencionamos nas perguntas?

Estude, para que seu futuro seja exclusivamente de dependência sua. Saiba que você é capaz de tudo e não tenha medo de tentar o novo se é ele que tá faz feliz. Você pode tudo, mas quando você tem certeza, investe tempo, dinheiro e se planeja, você pode ainda mais!

 

Gostou da entrevista e quer falar com a Rafaela? Chama ela no linkedin!

 

Gostaria de mais informações sobre como fazer a sua transição de carreira? Conheça a Me Guia!

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